Em algumas das minhas viagens diárias que eu me proponho atravessar, me ocorreu um pensamento bem difícil de lidar, pois além de ser meio complexo e confuso (está ultima, característica elementar da minha existência), veio numa hora pouco propicia porque eu estava num ônibus, em pé e relativamente cheio, pouco vazio para aquele dia e hora, mas me mostrando dificuldade em poder se quer anotar alguma frase ou linha de pensamento do que eu estava filosofando.
Vendo todo esse problema, me dei à grandeza de ficar falando em voz baixa o que eu estava pensando e claro, parecendo um doido malucão, sendo assim ate chegar em casa. Claro que senti que precisava de um gravador de voz urgentemente para não ser taxado de louquinho da condução.
Mas a teoria! Ah sim, ela. É o seguinte, primeiro eu tinha ouvido a versão de Stand By Me com o John Lennon, no radio, quando estava indo de carona, para aula. Na minha pequena opinião, era umas das boas versões da musica, até ouvir a versão da Tina Turner, e então sim, alem de mudar de opinião (acabei achando a versão da Tina melhor) falei como quem diz Eureka: “essa versão é assim porque é negão que ta cantando e tocando!”. E está ai a idéia ou hipótese da minha teoria. Nada contra a versão do Lennon (que a gosto também), mas a pegada e levada da Tina passava aquela sensação de “porra, que somzaço”; aquela voz ronca tipicamente negra e os backs vocais acrescentando a musica com uma energia que eu não sei explicar direito e toda a “cozinha” (o Baixo e a bateria) da musica sempre induzida pelo “Funky Groove” habitual.
Depois de ter essa linha de pensamento e ligar isso tudo no ônibus cheio, chego em casa e sento no computador, começo a tenta desenrolar da minha cabeça toda está imagem em algo que pelo mesmo, possa contar numa roda de conversa no Bell’s; ou lugar bem melhor. Contei a “genial” idéia a minha colega e amiga, Dona Gabriela Brochner, não me demorei muito, comecei dizendo: “eu tenho a teoria que os negros são a melhor influência pro brancos na musica”, logo ela se interessou e acabamos concluindo junto com ela a idéia da seguinte forma sistemática: os negros fizeram o jazz, logo os cariocas cinqüentistas, fizeram a bossa nova; os negros, que antes cantavam o blues, aceleraram, criando o rock and roll, prontamente o Elvis popularizou e levou a fama de o rei do rock; e os negros inventaram o samba, os brancos o tal do “samba-rock”. Então, a minha pequena conclusão de boteco diz que praticamente tudo que os negros criam e inventam, os brancos influenciados chegaram e adaptaram a musica negra aos seus moldes.
Já depois de conclui este conceito, comecei a ver o que falta na musica atual (digo dos anos 90 e 2000) é de uma banda cheia de negrão ou mais da metade da banda, tocando e revolucionando todo este cenário. Com o exemplo do Hendrix, que até a sua chegada e descoberta em Londres, Eric Clapton era até então o grande e principal guitarrista, apontado por muitos como um “Deus”. Logo na sua primeira grande apresentação, Hendrix proporcionou uma nova e psicodélica forma de tocar guitarra, sendo enormemente aclamado por fãs, guitarristas da época (um deles, o próprio Clapton) e críticos entendidos no ramo.
O que quero passar com este exemplo é de que falta é um negro para fazer algo novo, e de muito boa qualidade, para assim sim vir um branco qualquer, no caso do Hendrix, o Steve Ray Vaughan, apesar de ele ser um descendente de nativos americanos, (no caso aqui exposto, se trata dos negros como uma das principais influências da musica, em geral) de copiar o que esse negro tem de melhor. Como outro modelo, a forma de um negro,sobre influencia da Mototown, tocar baixo ou de tocar um hammond organ, serve de aprendizagem para qualquer simples aprendiz de musico. Pois se foste cavoucar sobre os mestres dos grandes músicos, não digo sempre, mas é de muita propriedade eles apontarem um ou mais músicos negros na sua lista.
Talvez seja uma das cousas que sempre me amolaram foi à falta uma banda nova, quem sabe dos moldes dos The Meters, uma banda muito boa de groove funky music, que todos os músicos são de qualidade suprema, muito acima dos apresentados como os “salvadores do rock”, exemplo os Strokes, que acho muito boa banda, mas não me entusiasma muito. Um exemplo que isso tudo que eu estou dizendo pode ser o Jack Johnson, um musico surfista de qualidade, que mostra que até em rodinha de violão pode ficar interessante. Uma pena que no Brasil não tenha algo em vista que possa eu, pelo menos deixar de ouvir as minhas musicas do tempo do epá e virar os meus olhos para algo que me surpreenda.
Vendo todo esse problema, me dei à grandeza de ficar falando em voz baixa o que eu estava pensando e claro, parecendo um doido malucão, sendo assim ate chegar em casa. Claro que senti que precisava de um gravador de voz urgentemente para não ser taxado de louquinho da condução.
Mas a teoria! Ah sim, ela. É o seguinte, primeiro eu tinha ouvido a versão de Stand By Me com o John Lennon, no radio, quando estava indo de carona, para aula. Na minha pequena opinião, era umas das boas versões da musica, até ouvir a versão da Tina Turner, e então sim, alem de mudar de opinião (acabei achando a versão da Tina melhor) falei como quem diz Eureka: “essa versão é assim porque é negão que ta cantando e tocando!”. E está ai a idéia ou hipótese da minha teoria. Nada contra a versão do Lennon (que a gosto também), mas a pegada e levada da Tina passava aquela sensação de “porra, que somzaço”; aquela voz ronca tipicamente negra e os backs vocais acrescentando a musica com uma energia que eu não sei explicar direito e toda a “cozinha” (o Baixo e a bateria) da musica sempre induzida pelo “Funky Groove” habitual.
Depois de ter essa linha de pensamento e ligar isso tudo no ônibus cheio, chego em casa e sento no computador, começo a tenta desenrolar da minha cabeça toda está imagem em algo que pelo mesmo, possa contar numa roda de conversa no Bell’s; ou lugar bem melhor. Contei a “genial” idéia a minha colega e amiga, Dona Gabriela Brochner, não me demorei muito, comecei dizendo: “eu tenho a teoria que os negros são a melhor influência pro brancos na musica”, logo ela se interessou e acabamos concluindo junto com ela a idéia da seguinte forma sistemática: os negros fizeram o jazz, logo os cariocas cinqüentistas, fizeram a bossa nova; os negros, que antes cantavam o blues, aceleraram, criando o rock and roll, prontamente o Elvis popularizou e levou a fama de o rei do rock; e os negros inventaram o samba, os brancos o tal do “samba-rock”. Então, a minha pequena conclusão de boteco diz que praticamente tudo que os negros criam e inventam, os brancos influenciados chegaram e adaptaram a musica negra aos seus moldes.
Já depois de conclui este conceito, comecei a ver o que falta na musica atual (digo dos anos 90 e 2000) é de uma banda cheia de negrão ou mais da metade da banda, tocando e revolucionando todo este cenário. Com o exemplo do Hendrix, que até a sua chegada e descoberta em Londres, Eric Clapton era até então o grande e principal guitarrista, apontado por muitos como um “Deus”. Logo na sua primeira grande apresentação, Hendrix proporcionou uma nova e psicodélica forma de tocar guitarra, sendo enormemente aclamado por fãs, guitarristas da época (um deles, o próprio Clapton) e críticos entendidos no ramo.
O que quero passar com este exemplo é de que falta é um negro para fazer algo novo, e de muito boa qualidade, para assim sim vir um branco qualquer, no caso do Hendrix, o Steve Ray Vaughan, apesar de ele ser um descendente de nativos americanos, (no caso aqui exposto, se trata dos negros como uma das principais influências da musica, em geral) de copiar o que esse negro tem de melhor. Como outro modelo, a forma de um negro,sobre influencia da Mototown, tocar baixo ou de tocar um hammond organ, serve de aprendizagem para qualquer simples aprendiz de musico. Pois se foste cavoucar sobre os mestres dos grandes músicos, não digo sempre, mas é de muita propriedade eles apontarem um ou mais músicos negros na sua lista.
Talvez seja uma das cousas que sempre me amolaram foi à falta uma banda nova, quem sabe dos moldes dos The Meters, uma banda muito boa de groove funky music, que todos os músicos são de qualidade suprema, muito acima dos apresentados como os “salvadores do rock”, exemplo os Strokes, que acho muito boa banda, mas não me entusiasma muito. Um exemplo que isso tudo que eu estou dizendo pode ser o Jack Johnson, um musico surfista de qualidade, que mostra que até em rodinha de violão pode ficar interessante. Uma pena que no Brasil não tenha algo em vista que possa eu, pelo menos deixar de ouvir as minhas musicas do tempo do epá e virar os meus olhos para algo que me surpreenda.