segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Em algumas das minhas viagens diárias que eu me proponho atravessar, me ocorreu um pensamento bem difícil de lidar, pois além de ser meio complexo e confuso (está ultima, característica elementar da minha existência), veio numa hora pouco propicia porque eu estava num ônibus, em pé e relativamente cheio, pouco vazio para aquele dia e hora, mas me mostrando dificuldade em poder se quer anotar alguma frase ou linha de pensamento do que eu estava filosofando.

Vendo todo esse problema, me dei à grandeza de ficar falando em voz baixa o que eu estava pensando e claro, parecendo um doido malucão, sendo assim ate chegar em casa. Claro que senti que precisava de um gravador de voz urgentemente para não ser taxado de louquinho da condução.

Mas a teoria! Ah sim, ela. É o seguinte, primeiro eu tinha ouvido a versão de Stand By Me com o John Lennon, no radio, quando estava indo de carona, para aula. Na minha pequena opinião, era umas das boas versões da musica, até ouvir a versão da Tina Turner, e então sim, alem de mudar de opinião (acabei achando a versão da Tina melhor) falei como quem diz Eureka: “essa versão é assim porque é negão que ta cantando e tocando!”. E está ai a idéia ou hipótese da minha teoria. Nada contra a versão do Lennon (que a gosto também), mas a pegada e levada da Tina passava aquela sensação de “porra, que somzaço”; aquela voz ronca tipicamente negra e os backs vocais acrescentando a musica com uma energia que eu não sei explicar direito e toda a “cozinha” (o Baixo e a bateria) da musica sempre induzida pelo “Funky Groove” habitual.

Depois de ter essa linha de pensamento e ligar isso tudo no ônibus cheio, chego em casa e sento no computador, começo a tenta desenrolar da minha cabeça toda está imagem em algo que pelo mesmo, possa contar numa roda de conversa no Bell’s; ou lugar bem melhor. Contei a “genial” idéia a minha colega e amiga, Dona Gabriela Brochner, não me demorei muito, comecei dizendo: “eu tenho a teoria que os negros são a melhor influência pro brancos na musica”, logo ela se interessou e acabamos concluindo junto com ela a idéia da seguinte forma sistemática: os negros fizeram o jazz, logo os cariocas cinqüentistas, fizeram a bossa nova; os negros, que antes cantavam o blues, aceleraram, criando o rock and roll, prontamente o Elvis popularizou e levou a fama de o rei do rock; e os negros inventaram o samba, os brancos o tal do “samba-rock”. Então, a minha pequena conclusão de boteco diz que praticamente tudo que os negros criam e inventam, os brancos influenciados chegaram e adaptaram a musica negra aos seus moldes.

Já depois de conclui este conceito, comecei a ver o que falta na musica atual (digo dos anos 90 e 2000) é de uma banda cheia de negrão ou mais da metade da banda, tocando e revolucionando todo este cenário. Com o exemplo do Hendrix, que até a sua chegada e descoberta em Londres, Eric Clapton era até então o grande e principal guitarrista, apontado por muitos como um “Deus”. Logo na sua primeira grande apresentação, Hendrix proporcionou uma nova e psicodélica forma de tocar guitarra, sendo enormemente aclamado por fãs, guitarristas da época (um deles, o próprio Clapton) e críticos entendidos no ramo.

O que quero passar com este exemplo é de que falta é um negro para fazer algo novo, e de muito boa qualidade, para assim sim vir um branco qualquer, no caso do Hendrix, o Steve Ray Vaughan, apesar de ele ser um descendente de nativos americanos, (no caso aqui exposto, se trata dos negros como uma das principais influências da musica, em geral) de copiar o que esse negro tem de melhor. Como outro modelo, a forma de um negro,sobre influencia da Mototown, tocar baixo ou de tocar um hammond organ, serve de aprendizagem para qualquer simples aprendiz de musico. Pois se foste cavoucar sobre os mestres dos grandes músicos, não digo sempre, mas é de muita propriedade eles apontarem um ou mais músicos negros na sua lista.

Talvez seja uma das cousas que sempre me amolaram foi à falta uma banda nova, quem sabe dos moldes dos The Meters, uma banda muito boa de groove funky music, que todos os músicos são de qualidade suprema, muito acima dos apresentados como os “salvadores do rock”, exemplo os Strokes, que acho muito boa banda, mas não me entusiasma muito. Um exemplo que isso tudo que eu estou dizendo pode ser o Jack Johnson, um musico surfista de qualidade, que mostra que até em rodinha de violão pode ficar interessante. Uma pena que no Brasil não tenha algo em vista que possa eu, pelo menos deixar de ouvir as minhas musicas do tempo do epá e virar os meus olhos para algo que me surpreenda.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Primeiramente, eu fiz este espaço não para dizer o meu dia-a-dia monótono e sim, para escrever (e praticar) temas diversos de meu interesse, e se possível, o de vocês. Mas hoje, foi sair um pouco do protocolo.

Desde de terça, eu estava com uns sintomas de maluco doidão. Estava angustiado, irrequieto e pouco nervoso. Tudo por causa de um sonho, que não podia chamar de sonho, nele estava eu, vendo tv, um jogo do inter contra um time que não sabia quem era. Só sabia que estávamos perdendo e acabamos empatando, mas no fim, o goleiro (que não era o Clemer) levou um frango. Acordei mal, triste e todo atucanado pensando: “Porra, vamos perder o jogo amanhã”, logo comecei a puxar o sonho e relembrando algumas situações dele, como exemplo o jogador que fez o ultimo gol era o atacante holandês (não sei escrever o nome dele) e que a camisa do time era meio laranja (mas não era o time da Holanda), com tudo isso, fiquei o dia todo com aquilo na cabeça.

Já na quarta-feira, acordei bem, perto do meio-dia, e logo estava pensando no jogo,o foda que era lá às 10 da noite, pensei: “putz, que eu vou fazer ate lá?”. A minha sorte, era que tinha o jogo do time do meu vizinho as três e pouco. No meio desse jogo decidir em ir para aula, para sim, depois ir ao mesmo bar, com o meu camarada Alexandre, ele com a nova camisa do inter e, segundo ele, com a sua jaqueta da sorte. Comigo é mais complicado, eu, desde do jogo contra a LDU, eu ia ver o jogo ver com as mesmas roupas; a jaqueta “Jack”, a camiseta escrita “Brasil – Florianópolis”, a cueca verde e o meu all-strar vermelho, velho de guerra. Supertição é uma coisa muito estranha, antigamente, eu ia com uma camisa que eu ganhei da minha vó, sempre para fazer as provas finais e as de recuperação, e tava certo, até o dia que me fudi e parei de desfrutar dessas coisas. Mas agora era diferente, deu certo em todos os jogos que eu vi e pior ainda que me falaram que tudo isso me dava sorte, pronto; não podia contraria a opinião de um bêbado de bar.

Bem, chegamos ao bar, logo que entramos, deu gol...do Grêmio, que ainda joga futebol, e logo depois terminou o jogo deles, os torcedores que estavam lá para ver o Grêmio, comemoram gritando que eram campeões da América. Aproveitamos a saída de alguns gremistas e sentamos-se à mesa, bem localizada, cumprimentamos alguns torcedores que já conhecemos de outros jogos e já pedimos uma Bohemia para ir se preparando pra logo mais.

Começou o jogo, como sempre fiquei mais calmo, mas sempre xingando todo que acontecia no jogo, xingava o juiz, o Casagrande e o os jogadores do São Paulo. Ao meu lado, tinha ainda, uma mesa de gremistas, sempre bem humorados, faziam piadas entre eles, sobre cada lance do jogo. Aos 29 minutos, caiu uma lagrima com o gol do Fernandão, gritava batendo na mesa, (que nem um italiano doido) e abraçava os companheiros de bar. Logo depois do gol, a mesa piadista do lado, estava vazia.

O ponto maximo, foi o segundo gol (de Tinga), me emocionei pra caralho e vi que agora a taça era nossa. A primeira coisa que me lembrei, foi a minha adolescência, agüentando os meus amigos e pior ainda, o meu irmão comemorando e rindo da minha cara, os títulos do Grêmio. Foram anos muito difíceis e que pelo gol, estava acabando.

Acabou o jogo! Foi foda, a cidade parecia Beirute, explodia de felicidade, de foguete, buzinaço, talvez até tiro por alto. Parecia que todo mundo tinha ganhado na mega-sena, eu me sentia assim. A primeira pessoa que eu pensei em ligar foi o meu velho, até para ver se estava “tudo bem” com ele. Sai do bar e vi umas das coisas mais hilárias da noite; um ônibus de linha, parou no meio da rua e o motorista saiu dele comemorando com saltos e gritos, deixando os passageiros sem reação. Falei com o velho, e logo depois comecei a ligar pro amigos gremistas, para convidar pra a festa (=D), mas ninguém me atendeu. Então fomos ate o combinado com outros meus amigos, para dali, ir a Goethe. No meio do caminho, a segunda cena inusitada. Um mendigo, sem tênis ou chinelo, de bermuda, na chuva com uma camisa do Inter (dos anos oitenta ou setenta), comemorando e dizendo: “também sou o dono da América!!”.

Depois de ir a Goethe, comemorar, continuar bebendo todas, encontrar amigos e conhecidos e até gremistas e dormir, cheguei em casa por volta da meia-hora. Só quando fui ler os jornais que caiu a ficha: “Porra, vou ter cumprir a minha promessa!”, promessa besta, mas vale a pena cumprir. Quem sabe eu faço outra no final do ano.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Desculpa por tudo
Desculpa por falar tudo na tua cara
Desculpa pelas vezes que eu ri na hora errada
Desculpa por não gostar da musica que tu gosta
Desculpa pelas falta de nobreza de minha parte
Desculpa por cola da tua prova; sem você ver
Desculpa por cantar errado
Desculpa por esquecer a letra da musica
Desculpa por esquecer que era hoje era o dia
Desculpa pelo meu presente
Desculpa por não te dar presente
Desculpa por não ligar
Desculpa por ligar
Desculpa por não se ligar
Desculpa por dizer o que sentia
Desculpa por não dizer o que sentia
Desculpa pelo mau humor
Desculpa pelo sarcasmo
Desculpa por não ter o que escrever
Desculpa por ligar de madrugada
Desculpa por ligar de manhã cedo
Desculpa por rodar de ano
Desculpa por rodar de ano denovo
Desculpa por rodar por ai
Desculpa por rir alto
Desculpa por rir de você
Desculpa por esbarrar em ti
Desculpa por não está falando de você
Desculpa pela minha seriedade
Desculpa pela mentira
Desculpa pela verdade, fora de hora
Desculpa por nada