quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

16 de agosto de 2006, este dia foi o marco inicial para a volta da alegria, da felicidade e explosão de fogos vermelhos pela cidade. Nada mais propício eu voltar a escrever aqui com este assunto de tanta repercussão. Como eu já tinha escrito, começou numa quarta-feira fria, chuvosa e que terminou de forma sublime e emocionante, com o Internacional se sagrando campeão da Taça Libertadores.

Passado este dia, o bem-estar que esteve muito presente nos dias próximos ao jogo começou a possuir as pessoas ligadas a aquele jogo em especial. O time que já no sentimento do torcedor era um time firme começou a também a ser visto assim pelo resto do pais e dos queria não ver o que estava se criando pelos lados no menino deus.

Chegou dezembro, e logo eles foram pro lado oposto do mundo, um lugar onde poucos conseguiriam ir, mas os que foram, certamente levaram consigo, toda a energia de milhares de milhares de torcedores. A confiança era grande, antes e depois do primeiro jogo, contra o time egípcio. As estrelas do jovem Pato e do reserva Luiz Adriano foram suficientes a vencer, mesmo sem jogar um futebol convincente. Particularmente, eu achava que o Internacional chegaria ate a final e com 40% de chances de ser campeão, mas depois de saber e ver a apresentação do time do Barcelona contra o América do México, a minha porcentagem foi pra 20% para não dizer que seria impossível vencer o time do Ronaldinho e Deco.

Graças ao preto velho, eu não vou matemático, mas tenho noção de quanta gente ficou nervosa e emocionada com o jogo desde domingo passado, inclusive eu. O time deles era melhor com jogadores que só o salário de um deles, pagava toda folha do time do Internacional. Mas isso não se ganha jogo, se ganha com garra, determinação e raça gaúcha e foi assim que o Internacional venceu o todo poderoso Barcelona do ex-gremista Ronaldinho. O chute do Adriano Gabiru foi à pergunta para torcida que respondeu aos berros, chorros e feições de não acreditar no que estavam vendo (esta parte eu me incluo), talvez como no dia 16 de agosto ou mais – acredito que bem mais-, a emoção de ser campeão do mundo em cima do melhor time do mundo que tem o ate então o melhor jogador do mundo, não tem preço que se pague.

No dia que eu estava ficando mais velho e rabugento, o Internacional era apenas um time sul-americano, agora é o dono do mundo, e vendo a carreta dos atletas com mais de 150 mil pessoas acompanhando, tenho a noção do tamanho do clube que eu tenho orgulho de acordar domingo de manhã para assistir o Ceará parar o Ronaldinho. Obrigado Abel e muito obrigado Adriano Gabiru.