sexta-feira, 2 de março de 2007

Passada as ferias escolares(sim, eu estudo na PUC, então estou num colégio, digo, coléginho) e a volta da minha família na minha casa, incluindo a Jane e o (a) amigo(a) imaginário da minha mãe, tudo está saindo do normal. a cidade fica muito mais agradável, tirando, é claro o calor (e ainda tem gente que diz gosta do verão), o transito fica menos louco, os lugares ficam menos entulhados e cá entre nós, fica mais fácil administrar as atividades com os teus amigos, e no meu caso, (eu não sei o porque de ter tantos conhecidos e amigos, talvez porque eu tenho orkut e/ou tenho estudado em 3 colégios diferentes), a diminuição e a minha falta de habilidade em cultivar os grupos de amizade que a vida me deu. foi mal pessoal =D.

Apesar de estar estagiando durante as ferias e por um pequeno espaço de tempo, com dois estágios, mas é claro que eu não iria conseguir trabalhar nos dois, pensando pela grana ate me pilhava, mas sabe como é, não daria.

Eu como ja tinha planejado e esperado antes mesmo de terminar o ultimo semestre de aula, este verão foi, sem duvida o melhor que eu já passei, graças a minha companheira e todas as coisas que ela fez e fizemos juntos. E ainda ficamos em Porto Alegre, para não mentir, fomos para a praia, mas praias diferentes, mas não muito distantes.

Junto com os meus novos amigos, alguns famosos da TV, fomos curtindo o verão com ar-condicionado, com comendo pastel de 3 queijos, com banho de piscina, as vezes com roupa mesmo e todos prazeres que a vida nos dá.

Acho que não vou sentir saudade dos últimos 3 meses, ate porque tudo pode ser administrável, e o vinculo não vai terminar, só vai ser foda com os outros grupos de amigos, como os Jarbas ou a velha guarda do americano,vai ser difícil ate porque eu não sei administrar isso, uma pena. tenham paciência.

P.S.: 1º dia de aula, a professora pergunta escrevendo no quadro, para sala cheia: "Em que mundo nós vivemos?".

Depois de algumas respostas, um aluno, la no fundo diz: "auto-destrutivo".

Pronto, começou as aulas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

16 de agosto de 2006, este dia foi o marco inicial para a volta da alegria, da felicidade e explosão de fogos vermelhos pela cidade. Nada mais propício eu voltar a escrever aqui com este assunto de tanta repercussão. Como eu já tinha escrito, começou numa quarta-feira fria, chuvosa e que terminou de forma sublime e emocionante, com o Internacional se sagrando campeão da Taça Libertadores.

Passado este dia, o bem-estar que esteve muito presente nos dias próximos ao jogo começou a possuir as pessoas ligadas a aquele jogo em especial. O time que já no sentimento do torcedor era um time firme começou a também a ser visto assim pelo resto do pais e dos queria não ver o que estava se criando pelos lados no menino deus.

Chegou dezembro, e logo eles foram pro lado oposto do mundo, um lugar onde poucos conseguiriam ir, mas os que foram, certamente levaram consigo, toda a energia de milhares de milhares de torcedores. A confiança era grande, antes e depois do primeiro jogo, contra o time egípcio. As estrelas do jovem Pato e do reserva Luiz Adriano foram suficientes a vencer, mesmo sem jogar um futebol convincente. Particularmente, eu achava que o Internacional chegaria ate a final e com 40% de chances de ser campeão, mas depois de saber e ver a apresentação do time do Barcelona contra o América do México, a minha porcentagem foi pra 20% para não dizer que seria impossível vencer o time do Ronaldinho e Deco.

Graças ao preto velho, eu não vou matemático, mas tenho noção de quanta gente ficou nervosa e emocionada com o jogo desde domingo passado, inclusive eu. O time deles era melhor com jogadores que só o salário de um deles, pagava toda folha do time do Internacional. Mas isso não se ganha jogo, se ganha com garra, determinação e raça gaúcha e foi assim que o Internacional venceu o todo poderoso Barcelona do ex-gremista Ronaldinho. O chute do Adriano Gabiru foi à pergunta para torcida que respondeu aos berros, chorros e feições de não acreditar no que estavam vendo (esta parte eu me incluo), talvez como no dia 16 de agosto ou mais – acredito que bem mais-, a emoção de ser campeão do mundo em cima do melhor time do mundo que tem o ate então o melhor jogador do mundo, não tem preço que se pague.

No dia que eu estava ficando mais velho e rabugento, o Internacional era apenas um time sul-americano, agora é o dono do mundo, e vendo a carreta dos atletas com mais de 150 mil pessoas acompanhando, tenho a noção do tamanho do clube que eu tenho orgulho de acordar domingo de manhã para assistir o Ceará parar o Ronaldinho. Obrigado Abel e muito obrigado Adriano Gabiru.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Lonely days are long
Twilight sings a song
All the happiness that used to be

Soon my eyes will close
Soon i'll find repose
And in dreams your always near to me

I'll see you in my dreams
Hold you in my dreams
Someone took you out of my arms
Still I fell The thrill of your charms

Lips that once were mine
Tender eyes that shine
They will light
My way to night

I'll see you in my dreams


=B

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Quando eu fiz esse espaço, pensei e prometi que iria pelo menos postar um texto por semana. E como era de praxe, é obvio que não consegui fazer jus a promessa.

É que agora eu tenho coisas na minha cabeça que não deixa eu ficar vagando dentro da minha mente, atrás de algo novo ou uma idéia tosca. Não estou me queixando, alias do curtindo pra caralho isso, essa fase em que não tenho muito que dizer, na verdade tenho muito que dizer, mas não vou dizer aqui; por enquanto não posso ou também não to afim.

Talvez tu estejas se perguntando: "o que esse guri quer dizer ou passar pra mim, pobre coitada(a) que sempre sou pertubado por ele, para ler isso aqui e ainda ter q comentar o texto?” (Como estratégia de marketing, responde a pergunta que tu mesmo fez ai no posts, logo ali em baixo.)

Já reclamaram que eu escrevo textos muito longos e que escrevo um português cheio de erros, mas grandes bostas, eu consigo escrever tão bem que consigo ser entendido, eu acho. Não to xingando ninguém, é a forma que passo pra mim mesmo de que ta tudo bem comigo e que escrevo bem e tal, pois eu sou fácil alvo quando sou criticado. Em falar em confissões, esses dias tava passando em alguns fotologs e tinha uma maldição besta, mas no mínimo engraçada, fiquei lendo e rindo de alguns, logo comecei a pensar por que não podia escrever alguns dos meus “segredos”. Pensando bem, melhor não, ate porque quem vai querer saber que eu matava formigas por prazer quando era pequeno e que batia num surdo na segunda serie do primário. Talvez gostariam de saber que eu tenho uma pinta na coxa esquerda e que já pedi para um mendigo para me ajudar atravessar a Protássio Alves (detalhe: tinha cinco anos e tinha fugido da empregada que estava desesperada, no Zaffari Ipiranga).

Bom é isso pessoal, atualizei isso aqui, talvez eu escreva algo melhor depois ou outro dia(claro, sem contar com a carta que escrevi pra minha irmã Gra), desde que não seja política, pois cada debate que passa, eu fico cada vez mais em duvida entre o bigode e o 69.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Se tu votaste no Paulo Borges (dito, o homem do tempo), no Frank Aguiar (o rei do teclado ¬¬), no Mano Changes, no Clodovil (que conseguiu mais uma cadeira ainda pro Partido Trabalhista Cristão, de tanto voto que teve), no Collor e no Maluf; NÃO VENHA SE APRESENTAR PARA MINHA PESSOA. OBRIGADO”.

Eu não coloquei isso para espantar ninguém do meu orkut, até porque não iria adiantar. Escrevi isso com o pouco do medo perdido de dizer, de forma generalizada, que brasileiro não sabe votar. Umas das muitas artimanhas que me ensinaram na universidade, é de não generalizar os fatos, grupos de pessoas e coisas corriqueiras da vida, mas foi difícil não pensar deste jeito quando, no meio meu ensaio, meus amigos e eu fomos ver como estava a apuração das eleições na tv bonita que meu pai comprou para ver a copa do mundo (que serviu mais para ver o Fernandão virar o Capitão América). Tivemos uma surpresa relativamente boa quando vimos o Olívio e a Yeda no segundo turno, não nos surpreendemos com o senador de carreira, Pedro Simon, liderar a corrida para o congresso. Não recordo como foi a reação dos demais companheiros de banda, mas quando eu vi o nome do primeiro colocado para a assembléia era do Paulo Borges, fiquei puto da cara, quase estragou o resto do meu fim-de-semana; não inutilizou mais porque eu ainda estava desfrutando dos canais do Telecine de graça até o fim daquela noite, com direito a Star Wars – episódio dois, logo depois do ensaio.

Quando ficava analisando os cenários virtuais do filme – que já tinha visto uma dezena de vezes e por isso, poderia ficar me distraindo com outras coisas – fiquei pensando: "o que leva uma pessoa, em sua sã consciência, a votar em alguém que diz que hoje estará com sol pela manhã e chuva à tarde?".Foi daí que comecei a buscar na minha memória outras perolas eleitorais, como Mano Changes – que nem musica faz direito – e o gaúcho da copa, por exemplo.

PORRA! Diz-me o que eles vão fazer lá assembléia? Eu sei que eles vão fazer; vão dar uma boa desculpa por meu pai não ter dinheiro para comprar alguma coisa para casa ou pra nós daqui de casa. Fico imaginando até a desculpa: "não tenho dinheiro porque estou pagando a comissão daquele deputado, para ele me dizer se vai chover ou fará sol na Duque de Caxias, nos arredores da praça da matriz”. Ou então pior, imagina só, a senhora ou o senhor passando pelos canais da tv e deparam com um homem-gurizão, de terno e gravata, discursando: “YO! Temo que ter mais segurança pra noi da comunidade, lá da perifiria; lá pro mano do parternon, ta ligado?”.

Mas aqui no Rio Grande, as coisas não foram tão, digamos, folclóricas assim. Em São Paulo, elegeram Maluf, Clodovil, Enéas, Palloci, Genuíno e Frank Aguiar. Não vou comentar porque eu não quero que o servidor retire do ar o meu blog, pois é uma forma de expressar o soco que eu ganhei no estomago, no fim do domingo.

O voto facultativo, para mim, é no mínimo necessário para um pais onde tem candidatos como Samuel Silva ou Fernandinho “do pó” Collor de Mello. Pelo menos eu teria a opção em votar no candidato do governo ou oposição, em vez de votar no 69 para presidente. Uma pena que eu poderia ter votado no 666 para senador, já que fui avisado desta malandragem somente ontem. Uma pena.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Jaque acordou.

Mas não se levantou, ficou deitada, sem se mexer. Ficou tentando se lembrar o que fez no dia anterior; foram as mesmas coisas que ela iria fazer hoje, a sua vida não era muito agitada para uma mulher que já viveu tanto. Ao sentir que aquela dormência habitual foi embora, ela estranhou, estranhou também a luz acesa de baixo da porta, que da para o resto do pequeno apartamento, no centro da cidade. Ao se levantar da cama dura, percebeu e pensou que seu gato não arranhava a porta como de costume e que o barulho constante dos ônibus e carros não lhe estavam incomodando, mas que a luz de baixo da porta era diferente e bem mais reluzente, algo novo para uma pessoa que poderia ter visto tudo.

A cada passo, ela sentia renovada, nova, nem bom ou ruim, simples, na verdade não queria explicar, só tinha vontade de saber o que era; aquela luz. Não precisou abrir a porta, ela se abriu, Jaque sentiu algo sem explicação, logo, ouviu uma voz que dizia uma palavra: “calma, está tudo bem, Jaque”.Jaque não quis perguntar onde estava o resto da sua casa, nem o seu gato Walter e nem onde estava indo, só queria ouvir denovo aquela voz; nem precisou perguntar, ela voltou e disse: “tudo vai ser esclarecido, Jaque”. Foi quando ela finalmente perguntou: “onde estou indo?” e logo em seguida: “o que aconteceu?”. A voz respondeu imediatamente a mesma frase de antes, deixando Jaque um pouco desconfortável, apesar de todas as suas dores terem ido embora com aquilo tudo. Jaque começou a entender o que aconteceu e começou a ficar apavorada, pois sabia – finalmente – onde estava chegando e que não voltaria. Começou a chorar. Foi quando ela sentou numa cadeira que, como magia, surgiu atrás dela e ela sentou nela, Jaque achou muito confortável a cadeira, e pensou que bem que poderia ter uma dessas em sua casa. Foi quando um homem, em sua frente, interrompeu o seu pensamento: “para onde a senhora vai, tem dezenas destas”. Assustada pelo aparecimento deste homem de terno e gravata, com uma pasta cheia de papeis de relatório na mão e uma chave na outra, Jaque finalmente abriu os olhos e olhou para ele e perguntou novamente: “o que aconteceu comigo?”, o homem comenta se perguntando: “quando eu vou ouvir outra pergunta?”, logo viu que esse comentário deixou a pobre senhora meio envergonhada e logo foi dizendo o protocolo: “você agora estará com quem você chorou quando elas foram embora, as pessoas de trás desta porta – apontando para trás da velha – não lhe causaram saudade, tristeza ou remorso por não estar mais lá e se tudo ocorrer certo, apenas lembranças”, e ele continuou com o olhar espantado e atencionado da senhora: “a partir de agora, você estará conosco e a garanto que você será feliz aqui”. Jaque se levantou e pegou a mão do homem e que levou ela ate outra porta, que estava atrás dele, ele a abriu e saíram num tipo de corredor de inúmeras porta idênticas, na qual saiam outras pessoas iguais a esse homem engravatado, no entanto, as pessoas que estavam com esses homens eram pessoas diferentes, tinha aparências, sexo e idades, todos com a mesma impressão de Jaque, de pasmo e curiosidade.

Jaque se sentia como se tivesse numa cidade nova, tudo era meio novo e meio o que ela gostava, mas não conseguia se lembrar donde vinha a sensação de que já conhecia o feitio deste lugar novo para ela. Logo foi levada com os outros novos para um tipo de transporte da qual tinha um tipo de guia na parte da frente do veículo, mas quando ele falava, parecia que era para cada um dos passageiros que ele estava guiando, e para Jaque, dizia que esse era o lugar onde ela poderia ter uma vida ideal para ela, sem as dificuldades que ela sofria e que todo seria esclarecido quando ela chegar aonde ela ia chegar, ao ouvir isso, ela deixou um pouco a angustia de lado com tudo aquilo e aproveitou para apreciar a paisagem.

O transporte entregou todos ao mesmo lugar, um lugar neoclássico com verde da natureza. A porta da condução haviam vários tipos de choferes e eles foram à direção a cada um dos novos e levaram ate a uma porta. Com Jaque não foi diferente, e diferente do homem de trenó, o chofer começou a conversar com ela; Na verdade ele vai respondia as perguntas delas sobre este lugar, sobre o que aconteceu realmente com ela e até sobre coisas que ela nunca entendia, como o céu era azul e quem matou JFK. Ao chegar ao seu novo lar, Jaque perguntou algo que nunca tinha lhe passado pela cabeça, pois se tratando de tudo que aconteceu, era meio obvio a pergunta, mas ela questionou mesmo assim ao chofer: “eu estou no céu?”, o chofer levou ela ate a uma sacada pra a vista do resto do lugar e disse: “na verdade não, não quer dizer o céu não existe, existe sim, mas ele existe dentro da sua cabeça, ele é fruto da sua realidade. Donde tu vieste – e donde eu vim também - é tudo fruto da nossa realidade, fruto da sua cabeça, as cores, formas, sons, tudo é diferente para cada um, e aqui não é diferente. Pode ver que esse quarto, tem tudo que você sempre gostou de ter ou gostaria de ter, a cor do papel de parede, o estilo da mobília e ate os livros e roupas que você costumava ou gostaria de usar, pois aqui é você que determina a tua forma viver, isso acontece dentro da sua realidade, de seu universo”. Ao mesmo tempo em que ficava impressionada com aquilo tudo e de que fazia sentido, Jaque fez comentou: “por isso que eu ouvia o guia que me trouxe aqui, dizendo algo que só eu sabia q só cabia a eu saber”, o chofer confirmou com a cabeça e disse o que Jaque tinha que ouvir para ficar em paz com aquilo tudo: “enquanto você estiver aqui, você estará feliz e de bem com tudo, pois é esse o seu universo”.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Em algumas das minhas viagens diárias que eu me proponho atravessar, me ocorreu um pensamento bem difícil de lidar, pois além de ser meio complexo e confuso (está ultima, característica elementar da minha existência), veio numa hora pouco propicia porque eu estava num ônibus, em pé e relativamente cheio, pouco vazio para aquele dia e hora, mas me mostrando dificuldade em poder se quer anotar alguma frase ou linha de pensamento do que eu estava filosofando.

Vendo todo esse problema, me dei à grandeza de ficar falando em voz baixa o que eu estava pensando e claro, parecendo um doido malucão, sendo assim ate chegar em casa. Claro que senti que precisava de um gravador de voz urgentemente para não ser taxado de louquinho da condução.

Mas a teoria! Ah sim, ela. É o seguinte, primeiro eu tinha ouvido a versão de Stand By Me com o John Lennon, no radio, quando estava indo de carona, para aula. Na minha pequena opinião, era umas das boas versões da musica, até ouvir a versão da Tina Turner, e então sim, alem de mudar de opinião (acabei achando a versão da Tina melhor) falei como quem diz Eureka: “essa versão é assim porque é negão que ta cantando e tocando!”. E está ai a idéia ou hipótese da minha teoria. Nada contra a versão do Lennon (que a gosto também), mas a pegada e levada da Tina passava aquela sensação de “porra, que somzaço”; aquela voz ronca tipicamente negra e os backs vocais acrescentando a musica com uma energia que eu não sei explicar direito e toda a “cozinha” (o Baixo e a bateria) da musica sempre induzida pelo “Funky Groove” habitual.

Depois de ter essa linha de pensamento e ligar isso tudo no ônibus cheio, chego em casa e sento no computador, começo a tenta desenrolar da minha cabeça toda está imagem em algo que pelo mesmo, possa contar numa roda de conversa no Bell’s; ou lugar bem melhor. Contei a “genial” idéia a minha colega e amiga, Dona Gabriela Brochner, não me demorei muito, comecei dizendo: “eu tenho a teoria que os negros são a melhor influência pro brancos na musica”, logo ela se interessou e acabamos concluindo junto com ela a idéia da seguinte forma sistemática: os negros fizeram o jazz, logo os cariocas cinqüentistas, fizeram a bossa nova; os negros, que antes cantavam o blues, aceleraram, criando o rock and roll, prontamente o Elvis popularizou e levou a fama de o rei do rock; e os negros inventaram o samba, os brancos o tal do “samba-rock”. Então, a minha pequena conclusão de boteco diz que praticamente tudo que os negros criam e inventam, os brancos influenciados chegaram e adaptaram a musica negra aos seus moldes.

Já depois de conclui este conceito, comecei a ver o que falta na musica atual (digo dos anos 90 e 2000) é de uma banda cheia de negrão ou mais da metade da banda, tocando e revolucionando todo este cenário. Com o exemplo do Hendrix, que até a sua chegada e descoberta em Londres, Eric Clapton era até então o grande e principal guitarrista, apontado por muitos como um “Deus”. Logo na sua primeira grande apresentação, Hendrix proporcionou uma nova e psicodélica forma de tocar guitarra, sendo enormemente aclamado por fãs, guitarristas da época (um deles, o próprio Clapton) e críticos entendidos no ramo.

O que quero passar com este exemplo é de que falta é um negro para fazer algo novo, e de muito boa qualidade, para assim sim vir um branco qualquer, no caso do Hendrix, o Steve Ray Vaughan, apesar de ele ser um descendente de nativos americanos, (no caso aqui exposto, se trata dos negros como uma das principais influências da musica, em geral) de copiar o que esse negro tem de melhor. Como outro modelo, a forma de um negro,sobre influencia da Mototown, tocar baixo ou de tocar um hammond organ, serve de aprendizagem para qualquer simples aprendiz de musico. Pois se foste cavoucar sobre os mestres dos grandes músicos, não digo sempre, mas é de muita propriedade eles apontarem um ou mais músicos negros na sua lista.

Talvez seja uma das cousas que sempre me amolaram foi à falta uma banda nova, quem sabe dos moldes dos The Meters, uma banda muito boa de groove funky music, que todos os músicos são de qualidade suprema, muito acima dos apresentados como os “salvadores do rock”, exemplo os Strokes, que acho muito boa banda, mas não me entusiasma muito. Um exemplo que isso tudo que eu estou dizendo pode ser o Jack Johnson, um musico surfista de qualidade, que mostra que até em rodinha de violão pode ficar interessante. Uma pena que no Brasil não tenha algo em vista que possa eu, pelo menos deixar de ouvir as minhas musicas do tempo do epá e virar os meus olhos para algo que me surpreenda.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Primeiramente, eu fiz este espaço não para dizer o meu dia-a-dia monótono e sim, para escrever (e praticar) temas diversos de meu interesse, e se possível, o de vocês. Mas hoje, foi sair um pouco do protocolo.

Desde de terça, eu estava com uns sintomas de maluco doidão. Estava angustiado, irrequieto e pouco nervoso. Tudo por causa de um sonho, que não podia chamar de sonho, nele estava eu, vendo tv, um jogo do inter contra um time que não sabia quem era. Só sabia que estávamos perdendo e acabamos empatando, mas no fim, o goleiro (que não era o Clemer) levou um frango. Acordei mal, triste e todo atucanado pensando: “Porra, vamos perder o jogo amanhã”, logo comecei a puxar o sonho e relembrando algumas situações dele, como exemplo o jogador que fez o ultimo gol era o atacante holandês (não sei escrever o nome dele) e que a camisa do time era meio laranja (mas não era o time da Holanda), com tudo isso, fiquei o dia todo com aquilo na cabeça.

Já na quarta-feira, acordei bem, perto do meio-dia, e logo estava pensando no jogo,o foda que era lá às 10 da noite, pensei: “putz, que eu vou fazer ate lá?”. A minha sorte, era que tinha o jogo do time do meu vizinho as três e pouco. No meio desse jogo decidir em ir para aula, para sim, depois ir ao mesmo bar, com o meu camarada Alexandre, ele com a nova camisa do inter e, segundo ele, com a sua jaqueta da sorte. Comigo é mais complicado, eu, desde do jogo contra a LDU, eu ia ver o jogo ver com as mesmas roupas; a jaqueta “Jack”, a camiseta escrita “Brasil – Florianópolis”, a cueca verde e o meu all-strar vermelho, velho de guerra. Supertição é uma coisa muito estranha, antigamente, eu ia com uma camisa que eu ganhei da minha vó, sempre para fazer as provas finais e as de recuperação, e tava certo, até o dia que me fudi e parei de desfrutar dessas coisas. Mas agora era diferente, deu certo em todos os jogos que eu vi e pior ainda que me falaram que tudo isso me dava sorte, pronto; não podia contraria a opinião de um bêbado de bar.

Bem, chegamos ao bar, logo que entramos, deu gol...do Grêmio, que ainda joga futebol, e logo depois terminou o jogo deles, os torcedores que estavam lá para ver o Grêmio, comemoram gritando que eram campeões da América. Aproveitamos a saída de alguns gremistas e sentamos-se à mesa, bem localizada, cumprimentamos alguns torcedores que já conhecemos de outros jogos e já pedimos uma Bohemia para ir se preparando pra logo mais.

Começou o jogo, como sempre fiquei mais calmo, mas sempre xingando todo que acontecia no jogo, xingava o juiz, o Casagrande e o os jogadores do São Paulo. Ao meu lado, tinha ainda, uma mesa de gremistas, sempre bem humorados, faziam piadas entre eles, sobre cada lance do jogo. Aos 29 minutos, caiu uma lagrima com o gol do Fernandão, gritava batendo na mesa, (que nem um italiano doido) e abraçava os companheiros de bar. Logo depois do gol, a mesa piadista do lado, estava vazia.

O ponto maximo, foi o segundo gol (de Tinga), me emocionei pra caralho e vi que agora a taça era nossa. A primeira coisa que me lembrei, foi a minha adolescência, agüentando os meus amigos e pior ainda, o meu irmão comemorando e rindo da minha cara, os títulos do Grêmio. Foram anos muito difíceis e que pelo gol, estava acabando.

Acabou o jogo! Foi foda, a cidade parecia Beirute, explodia de felicidade, de foguete, buzinaço, talvez até tiro por alto. Parecia que todo mundo tinha ganhado na mega-sena, eu me sentia assim. A primeira pessoa que eu pensei em ligar foi o meu velho, até para ver se estava “tudo bem” com ele. Sai do bar e vi umas das coisas mais hilárias da noite; um ônibus de linha, parou no meio da rua e o motorista saiu dele comemorando com saltos e gritos, deixando os passageiros sem reação. Falei com o velho, e logo depois comecei a ligar pro amigos gremistas, para convidar pra a festa (=D), mas ninguém me atendeu. Então fomos ate o combinado com outros meus amigos, para dali, ir a Goethe. No meio do caminho, a segunda cena inusitada. Um mendigo, sem tênis ou chinelo, de bermuda, na chuva com uma camisa do Inter (dos anos oitenta ou setenta), comemorando e dizendo: “também sou o dono da América!!”.

Depois de ir a Goethe, comemorar, continuar bebendo todas, encontrar amigos e conhecidos e até gremistas e dormir, cheguei em casa por volta da meia-hora. Só quando fui ler os jornais que caiu a ficha: “Porra, vou ter cumprir a minha promessa!”, promessa besta, mas vale a pena cumprir. Quem sabe eu faço outra no final do ano.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Desculpa por tudo
Desculpa por falar tudo na tua cara
Desculpa pelas vezes que eu ri na hora errada
Desculpa por não gostar da musica que tu gosta
Desculpa pelas falta de nobreza de minha parte
Desculpa por cola da tua prova; sem você ver
Desculpa por cantar errado
Desculpa por esquecer a letra da musica
Desculpa por esquecer que era hoje era o dia
Desculpa pelo meu presente
Desculpa por não te dar presente
Desculpa por não ligar
Desculpa por ligar
Desculpa por não se ligar
Desculpa por dizer o que sentia
Desculpa por não dizer o que sentia
Desculpa pelo mau humor
Desculpa pelo sarcasmo
Desculpa por não ter o que escrever
Desculpa por ligar de madrugada
Desculpa por ligar de manhã cedo
Desculpa por rodar de ano
Desculpa por rodar de ano denovo
Desculpa por rodar por ai
Desculpa por rir alto
Desculpa por rir de você
Desculpa por esbarrar em ti
Desculpa por não está falando de você
Desculpa pela minha seriedade
Desculpa pela mentira
Desculpa pela verdade, fora de hora
Desculpa por nada

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Desde 2002, venho travando uma batalha que a cada dia eu fico mais fraco e triste com a situação. Quando ele veio, ele veio como solução e como resolveu a nossa vida, dando a gente oportunidade de fazer e ter coisas que não tínhamos e podendo contar com ele sempre. Mas a partir dessa data ali em cima, ele começou a meio que selecionar o que ele queria e poderia fazer o que a gente queria que ele fizesse. Era como ele podia dizer: “olha, eu não vou seguir por esse caminho, vou ficar aqui parado, vendo tudo passar na minha frente.” E foi o que ele fez. Ficou ali, bem na minha frente, parado. Não adiantou a gente daqui de casa mudar o quarto dele, que era na dependência de empregada, para o meu quarto, tenho um pouco de sol e podendo ficar perto da janela.

Às vezes ele ficava doente, grande parte da culpa era nossa, que o deixamos a deriva de vírus e coisas ruins de ter. Sem ele, a gente ficava sem poder praticar as maravilhas que ele deixava ainda fazer. Ele teve uma fase de jogar uns tipos de joguinho, muito irritante e isso sempre acontecia quando a gente fazia algo de alguma importância, e então ele vinha e fazia a gente perder tudo que nós estávamos fazendo. Claro que ganhava uns tapas e xingamentos, coisa que às vezes eu me arrependia, pois não ajudava em nada. O tempo foi passando e passando, ele foi ficando velho e rabugento, a sua vontade continua sempre presente, já não era mais a mesma rapidez, mas eu preciso dele pra fazer cousas tão importantes,como trabalhos da faculdade e coisas fúteis, como jogar BrasFoot. Eu nem conto mais com ele, uso outras maquinas como ele, não só por serem mais modernos e rápidas para eu conseguir enviar um mail em um segundo.

Mas eu acho que o meu computador não passa desde ano, pois o problema não poder ter outro é o meu pai não era atingindo com o mau humor da maquina, mas agora, finalmente ele também está perdendo a paciência com o nosso velho K6 500. Espero que ele não leve a mal esse texto, e deixe-me postar aqui no blog e deixe um ver os meus mails antes de dormir.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Hoje quando eu estava retornando, para casa, a pé para a parada de ônibus, novamente eu tive e mesma percepção. A sensação de eu não precisava, antigamente, de fazer toda viagem de ida e volta pra casa. Bastava apenas algum minuto e já estava dentro do elevador e logo no quarto andar. Antes eu ficava puto da cara e brabo, apesar de que no inicio da minha “extradição”, tive muita colaboração de locomoção, coisa eu sentia-me acanhado e sinto ate hoje, de fazer dos minutos que iria passar dentro do ônibus um desperdício de tempo até chegar em casa.

Especialmente hoje, que estava muito bem alimentado (acho até para semana inteira), caminhava muito aquém da velocidade que costumo andar, sendo assim, ficava olhando com aquele olhar de admiração pelo o caminho que estava passando. Admiração como exemplo do termômetro do HPS, que além de está aquele estante dominado pelo enigma dos números repetidos
[i], fez me lembrar do dia de inverno que e uns camaradas passamos em direção da sempre Lancheria e o termômetro marcava três graus a meia-noite. Uma coisa pífia que acabou virando uma lembrança da pequena parte daquela zona que morava (próxima dali, é verdade) e que freqüentava. Na sexta-feira, eu peguei um ônibus que antes passava na frente da minha casa, o tal do T7, que não passa de um ônibus qualquer como os Cohab da vida que eu pego todo dia, mas tinha um ar (não só o condicionado) diferente, não sei explicar, algo meio flashback, pois logo que eu entrei, me lembrei das idas ao shopping Iguatemi, com o amigo de longa data, o alemão Roger, com o seu modo pouco peculiar de avaliação[ii] de raça e de vestimenta para passear no shopping no sábado de tarde, tirávamos sarro das pessoas em geral no shopping e o pior que achávamos o maximo tudo aquilo. O importante era que nós não tínhamos nada para fazer e então íamos não como sendo um programa fixo, como de dondocas, e sim algo para passar numa companhia agradável, mesmo às vezes sendo um pouco vergonhoso as risadas e gafes que naquela idade nós conseguíamos fazer.

Apesar das dificuldades de morar tão longe de quase tudo que tu gosta, incrivelmente tem coisa boa morar a treze quilômetros do centro. Toda essa natureza que eu encontro na hora que eu abro a minha janela, é bonita, ate por eu tentar sempre tirar um lado positivo, eu penso que é melhor morar aqui do que na frente da refinaria Alberto Pasqualini ou do estádio do Grêmio
[iii]. Talvez morar aqui, tão longe dos botecos e coisas passageiras que certamente iria me distrair, ajudou a um habito que eu to começando a curtir, que é o de ler. Com a ajuda meio que forçada da faculdade, por ela mandar eu ler 50 paginas por dia, me deu a vontade de ler livros que eu olhava e pensava: “meu deus, esse livro tem 500 paginas!”. Claro que o silencio coopera e muito, já que eu aqui eu tenho o meu próprio quarto, conquista só conseguida quando me mudei para cá.

A minha vó sempre me pergunta porque eu não vou “passear” lá pela minha zona, no caso da velha vó; zona sul? Eu sempre digo pra lá que aqui não quase nada para fazer, tudo fecha meio cedo, tudo longe, nem tanto quanto Brasília mas quase e que eu sempre gostei da onde eu vim. Quando morava no Rio Branco, tinha uma dúzia de amigos, sem contar os do prédio que eu morava, que estavam por perto, no mínimo de 5 minutos de ônibus ou a pé mesmo. Sentia-me privilegiado por morar onde tinha todos os ônibus para quase todos cantos da cidade, sendo que às vezes nem usava a condução, ia a pé mesmo.

Depois de umas duas festinhas na piscina e de parar de implicar com a zona que eu ate então estou morando, comecei a meio que acostumar a gostar do lugar, diferente da casa, que sempre curti muito, mesmo dizendo que seria perfeito se essa casa que eu moro, se localizasse no mesmo bairro ou na minha imaginação fértil, no mesmo lugar que eu morava antes, mas como sempre eu nunca posso ter tudo que eu sempre quis; pelo menos ao mesmo tempo.

[i] Marcava 20:20 da noite.
[ii] Naquela época, meados dos anos 90.
[iii] Prometo que não tornarei fazer comentários do time do meu irmão e da minha mãe.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Vendo este ultimo domingo a final da copa, de forma desprendida, sem estar com a mão na boca e sem todo aquele estresse semanal de uma final de copa do mundo, me passou uma sensação pelo todo o decorrer do jogo. Eu me lembro da copa de 90 (O_o), lembro que meu irmão dizia que a minha bandeira só tinha as cores amarelo e verde, não eram do Brasil; claro q eu dei uns tapas nele e fiquei de castigo. Lembro-me também que uns dos jogos do Brasil a gente foi ver na casa da minha tia, nós, como toda criança “Duracell”, ficamos jogando bola e só percebemos que acontecia o gol, quando os velhos gritavam, juntos com o bairro inteiro. Da copa de 94 a de 02, sempre senti como era a sensação de ir para final do campeonato, claro que cada copa teve um gosto diferente; a de 94, foi a primeira e como toda primeira vez, tu fica emocionado, parecendo um cachorro brincando na areia, a de 98, eu não me lembro direito, talvez por passar numa fase meio nublada( 15 anos, vocês sabem muito bem do que to falando) e a de 2002, que foi feita no Japão e na Coréia, foi umas das melhores idéias que a Fifa já teve. Sempre tinha que ser a copa na Ásia, futebol de madrugada é perfeito, jogos como Japão e Tunísia são melhores que qualquer filme do Van Damme no corujão.

O que eu queria dizer é que a final da copa sem o Brasil foi umas das melhores coisas que já aconteceram este pais. Se o Brasil fosse para final e ainda ganhasse, iria morrer alguém importante, não o ACM ou a Hebe, alguém que todo mundo iria pensar: “pó, que pena”. Em 94, Mario Quintana morreu uns dias depois da conquista do tetra e em 2002, Chico Xavier, morreu logo depois de sua ultima transcrição espiritual, logo depois do velho Cafu subi levantar a taça. É obvio que vão pensar quem iria morrer? O Zagallo? O repórter Vesgo? Eu acho que seria o Enéas( o Bussunda não vale).

Teve gente que ficou triste por a seleção ter caído as quartas, eu fiquei porque eu queria ver a final comendo feijoada com caipirinha. Mas sempre tem um lado positivo nessa historia, se o Brasil fosse campeão de novo, certamente na segunda-feira, teria sorrisos nas ruas e aumentos de impostos e (talvez) de tarifas, como teve em 2002 (em 94 eu não me recordo, eu mal sabia que era imposto, só sabia que era ruim). Seria uma boa injeção de felicidade, principalmente nas pessoas que não tem muito que sorrir (gremistas, por exemplo), e como toda injeção, logo passa e volta a realidade. Realidade que boa parte dos jogadores desmontaram para todos nós, a realidade que toda a torcida por eles, é quase como um gesto transparente para os olhos deles. O Roberto Carlos não estava arrumando as meias, estava mostrando o que ele é, um cara com o cú virado pra lua e vocês, na lima e silva da vida, uns bosta que ele nem tenho idéia que vocês existem. Os Ronaldinhos e Adrianos da vida que fizeram festinhas ou os Robertos Carlos da vida que foram jantar fora com amigos, logo depois da desclassificação, são esses tipos de reações que eu estou escrevendo.

Eu não culpo o Parreira dela desclassificação,( nesse caso eu incluo o Abel), eu acho que ele quis mostrar que nós temos que nos preocupar com as verdadeiras preocupação da vida. Não com o peso do Ronaldo e sim com as campanhas eleitorais ( :/ ), que já começaram, a minha vó e a de vocês não vai ter aumento na mesada e o final da novela Belíssima, não seria tão tensa como uma final de copa do mundo.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

"A vida é incrível. Quantas coisas passam por nós... Se você tem inteligência suficiente, algum dia vai olhar pela sua janela e se questionar: "Quem somos? O que estamos fazendo? Quais são os nossos valores?". Mas acredito, principalmente, que ninguém conseguirá responder. É incrível como temos um cérebro capaz de resolver tantas coisas, mas não conseguimos entender a nós mesmos. Há uma certa tristeza nesse meu relato. Que você se for humano o suficiente, vai compreender...As pessoas não sabem o que procuram. Às vezes ficam rodando em círculos, e nunca encontram o que querem. A felicidade, dizem, é o maior desejo humano. Mas dificilmente alguém a encontrar. Dinheiro, dizem, traz felicidade. Pode ser, mas ainda assim, pode-se ser feliz olhando o pôr-do-sol ou as estrelas. Sorrir ao ver algumas cenas da natureza. Dar valor ao que se tem... As pessoas não têm mais amigos. Caminham sós pela vida, valendo-se de alguns que, dizem, são seus amigos. A competição do mundo não as permite confiar em alguém. Estamos rodeados de gente: a professora, o parente chato, o chefe, o flanelinha no semáforo, os colegas, a vizinha... Mas vivemos sozinhos em mundo com bilhões de pessoas. Talvez gostemos mais da televisão. Talvez não tenhamos tempo para amizades; temos que viver muito para nós mesmos...As pessoas não vivem mais os sentimentos. Debruça-se sobre acontecimentos momentâneos, explodem seus desejos em minutos e depois esquecem. Voltam à vida vazia e solitária que sempre foi. O amor não existe. Aproveitar o momento, dizem, é o que conta. Mas eu acredito que se preencher de enternecimento torna a vida algo muito maior, toma-a muito mais valorosa. Não se procura o amor. Talvez por não se conhecer o amor. As pessoas julgam-se serem extraordinários. Na verdade, são tão fracas que não conseguem resolver nem os próprios problemas. Dizem precisarem sempre de ajuda. Procuram-na, então, nos lugares errados. Ou não procuram. Ou não sabem o que procuram...Acabam perdidas; 0 mundo mudou. A violência cresceu. A honestidade está sendo abolida. A corrupção existe em todos os cantos. As guerras continuam, e não apenas em continentes afastados de nós...As pessoas acreditam em coisas absurdas, têm suas crenças e pregam a fé em um futuro melhor. Mas não fazem nada para mudar o presente, quanto mais o futuro... Apoiam-se em superstições. Rezam desesperadamente. Condenam-se por cometer algum pecado. Mas praticam atos desprezíveis contra a humanidade. E ninguém se questiona. Ninguém é responsável. Ninguém sabe o que procura. Ninguém se importa com coisa alguma. Será que é assim que tem que ser?"

É obvio que eu não penso desta forma, eu escrevi isto há muito tempo atrás, talvez eu não tinha conhecido mais da metade da coisa que com o tempo eu ganhei ou achei por ai e não ter participado de tanta viagem (de corpo e fora do corpo); talvez a falta de tudo isso pode ter me deixado revoltado para escrever isso, revoltado pelo que não tinha e doido para fazer tudo que acabei fazendo até hoje.